sábado, 4 de setembro de 2010

Aqui vai uma história que eu escrevi. Não tem nome, por que eu sou péssima nesses trecos, mas acho que vale a pena ler.

Num canto escuro do quarto, lagrimas rolavam pelo rosto pálido da jovem. Seus lindos olhos verdes cheios de água. Sua vida acabara. Foi embora quando perdeu a coragem. Nem era tão grave, mas ela fazia disso o fim do mundo. Mesmo tendo todo o amor do universo, ela estava no fundo do poço. Perdera a alegria de viver, perdera tudo. Não aguentava mais, ligou para a amiga de todas as horas, que veio na hora, e consolou-a. Ficou apavorada quando escutou as palavras da pobre jovem. Desesperadas, implorando por ajuda. Chorou com ela, quando a ouviu dizer que não tinha por que continuar saindo, trabalhando, estudando. Vivendo.

A amiga a repreendeu, disse que as duas, juntas, dariam um jeito. Mas ela já havia decidido não lutar. Lutar para que? Sofrer para que, se ela sabia que ia perder... que ia morrer? A amiga foi embora, aos prantos e deixou a jovem chorando sozinha novamente. Ela pensava, por que aquilo tinha acontecido justo com ela?

Os meses foram passando, a jovem ia vivendo calmamente, seu estado se agravando. Ela apenas esperava a hora de... ir.

Seu namorado entrava em seu apartamento, eufórico. Tinha uma ótima noticia. Encontrou-a dormindo, como um anjo.

Esperou a amada acordar para lhe contar. No inicio, ela parecia tranqüila, mas ao ouvir o “Case comigo, amor”, começou a chorar. Não poderia ficar com ele. Outra o faria mais feliz.

Não, não faria. Só ela que ele queria, era com ela e somente com ela que ele poderia ser feliz. Os dois conversaram e resolveram casar. Ela começou a voltar a sair com os amigos. Sua melhor amiga a olhava triste, pois ela sabia. Um dia, sozinha em casa e morrendo de dor de cabeça, ela começou a chorar. Chamou a amiga. Antes de ela chegar, a dor aumentou e ela sentiu uma tontura, caindo nos braços da escuridão logo em seguida.

Sua passagem era de dor e ao mesmo tempo, tranqüilidade.

Ele esperava impaciente no Hospital. Estava péssimo, acabado e com uma rosa nas mãos. Esperava dar essa rosa a ela logo.

Um médico chegou meio abatido.

“Desculpe-me. Ela não resistiu ao tumor.”

Tumor, então era isso que ela tinha? E por que não havia falado? Por quê? Ele chorou, olhando a rosa. Era a sua flor favorita. Tão parecida com ela. O vermelho das pétalas lembrou seus lábios, quentes, macios e doces. O verde das folhas e do caule lhe lembrou seus olhos expressivos e inocentes. Que expressavam o amor dela por ele. E para a sua dor, as palavras que ecoavam na sua mente lhe feriram tanto quanto os espinhos dessa linda flor.

A linda flor. Uma linda mulher. Uma gota de sangue no chão do hospital se misturou as lagrimas daquele sofrimento. Ele deixou mais lágrimas caírem na bela flor. Ele correu para fora do Hospital e saiu na chuva, a chuva o limpava. Tirava um pouco da dor de seu corpo, mas ela continuava na alma. Ele correu para longe, jogando a flor e deixando-a ali embaixo da tempestade. Ele queria esquecer, mas jamais poderia.

O dia amanheceu nublado. Eles nem haviam se casado e a morte já os separara.

Morte. Ele chorou.

Por que ela não lhe contou? Por que não se tratou?

“Por que me deixou aqui, sem você. Sozinho.”

Era um dia escuro, sem graça, cinza, sem cor.

Todos os dias eram assim. Ela havia sido enterrada há um ano. Fazia um ano que ele não a via, em pessoa. A sua vida havia acabado, havia virado uma desgraça. Não fazia sentido sem ela. Sem ele. Sem o “nós”.

Ele foi até o tumulo dela, levando uma tulipa vermelha no meio de varias rosas brancas.

Chorou ao lembrar dela, de seu sorriso, seu olhar, o cheiro doce que exalava de seus cabelos macios, do seu corpo. A sua voz suave, tão suave... Dizendo: Eu te amo. Ele ouviu, virou pra trás, nem acreditou. Era ela. Era como um sonho. Os dois selaram seu amor com um beijo. Ela pegou a Tulipa vermelha nos meio das rosas e cheirou.

“Significa amor eterno. Eu estou sonhando?”

“Não.” Falou simplesmente. Passou a mão sobre o rosto dele. Fechando-lhe os olhos.

Era um sonho? Ele não queria acordar. E não acordaria nunca. Desse sono eterno.

Da morte.

Ela morrera. Ela o buscara. E ele a acompanhara. Para sempre. Eternamente.

Era o amor eterno. As juras de amor, cumpridas.


PS: Nanda e eu vamos cumprir as nossas juras de amizade. Você tem algum juramento para cumprir?



2 comentários:

  1. ai, que lindo, sis. claro, se existisse seria mais real, mas o saber da inexistencia disso o torna mais interessante e inebriante. =D ameei!

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  2. inebriante, que palavra mais linda *-*
    #meignorem

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